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24 de Janeiro de 2021

Os 6 pecados capitais do profissional do direito

Tiago Fachini, Gerente de Marketing
Publicado por Tiago Fachini
há 6 anos

A advocacia é uma profissão indispensável para a sociedade e de extrema importância para a Justiça. Contudo, muitos advogados cometem erros gritantes, sendo muitas vezes o respectivo erro comum na classe.

O bom profissional deve ter ciência de que seguidas falhas de grandes proporções podem acarretar no insucesso da sua profissão. Neste artigo você encontrará algumas dicas de como perceber alguns dos erros mais comuns dos advogados.

Os 6 pecados capitais do profissional do direito

1 – Falta de planejamento: Muitos advogados ao iniciar o seu escritório de advocacia pecam ao não fazer um planejamento em curto, médio e longo prazo para o seu negócio.

Dessa forma, na medida em que a carteira de clientes aumenta e, consequentemente, a demanda processual, o advogado mostra-se despreparado para lidar com tanto serviço. Ou seja, o escritório passa a sofrer com a desorganização.

Existem uma série de materiais gratuitos, como este ebook, e consultorias do SEBRAE para ajudar você a iniciar seu negócio com o pé direito.

2 – Desorganização: A desorganização em um escritório de advocacia provoca uma reação em cadeia. Seus funcionários ficam sobrecarregados, petições deixam a desejar, o trabalho será extremamente estressante, clientes não terão um atendimento digno e muitos prazos e documentos serão perdidos na medida em que o tempo passa.

A desorganização costuma ser um problema cultural, e pode ser resolvida com disciplina e melhores práticas de gestão e comportamento aplicados à toda a equipe. A chave para mudança cultural é consistência e avaliação constante.

3 – Sub-utilizar a tecnologia: Confiar apenas em sua memória para lembrar de seus compromissos e localização de suas pastas e documentos certamente pode acarretar uma série de problemas. Existem diversos softwares jurídicos que lhe ajudam a colocar em ordem seu escritório de advocacia.

O resultados positivos são notados na medida em que o trabalho fica mais prazeroso e menos estressante. Partindo da premissa que você possui um software jurídico para auxiliar nas suas funções advocatícias, você perceberá erros que você estava cometendo antes de adquirir o sistema e poderá trabalhar com afinco para saná-los.

Por exemplo, você terá mais tempo e organização para retornar ligações ou e-mails dos seus clientes, você dificilmente perderá documentos, prazos ou audiências, você ganhará tempo ao receber automaticamente as movimentações de seus processos entre outros benefícios.

4 – Análise superficial de processos: Outra preocupação importante envolvendo a advocacia é a leitura superficial de seus processos e também a deficiência de alguns advogados em escrever corretamente e de maneira coerente suas peças.

O advogado deve dominar a escrita e evitar utilizar-se de leitura dinâmica em todos os momentos, afinal, é a correta compreensão e interpretação de dados que vai permitir que você defenda seus clientes de maneira eficiente.

Falhas no processo de compreensão dos dados apresentados influenciam diretamente em seu desempenho profissional, diminuindo a rentabilidade de seu negócio e a volume de recomendações geradas por casos vencidos, sem comentar a ausência de sua função social acarretando no prejuízo de seu cliente.

5 – Perda de prazos processuais: Não menos importante é a perda de prazos processuais e, infelizmente, este problema é um dos mais comuns entre os advogados hoje em dia.

Sim, inúmeros são os prazos e normalmente eles são bastante apertados, mas o operador do direito deve se organizar para não deixar seu cliente “a ver navios”.

Atrasos em função de trânsito e outros imprevistos costumam ser extremamente prejudiciais, mas ainda assim, recorrentes. A utilização de um software jurídico com avisos de compromissos aliada a organização de uma agenda com "espaços" de respiro, garantem a resolução deste problema e prevenção de sua repetição futura.

6 – Contrato de honorários: Por fim, mencionamos que o contrato de honorários também deve ser muito bem explicado para os clientes, a fim de evitar estresse e discussões tanto com colegas de classe quanto com o cliente, após o ganho da causa.

O advogado deve informar pormenorizadamente as diferenças existentes entre honorários contratuais, sucumbência e honorários advocatícios. O cliente não tem obrigação de saber previamente destas informações, mas o advogado precisa deixá-las claras desde o primeiro contato. É ético e saudável para ambos.

E o que mais?

Quais as maiores dificuldades que você enfrenta em seu dia a dia? Compartilhe conosco nos comentários.

96 Comentários

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Prezado, poderia falar um pouco sobre honorários contratuais, sucumbênciais e honorários advocatícios?

Desde já agradeço,

Julio Cesar continuar lendo

Vou providenciar um material sobre o tema. continuar lendo

Também aguardo o estudo sobre os honorários... continuar lendo

Também me interessei pelo assunto. Agradeço ao Dr. Tiago pela disposição em nos disponibilizar esse material. Obrigado. continuar lendo

Aguardo igualmente o material sobre o tema, pois esta tem sido uma das maiores dificuldades em meu escritório. continuar lendo

Bom dia.
Este é um tema que me interessa bastante. Aguardo o Dr. Tiago Fachini publicar o novo material.
Grata. continuar lendo

De forma rápida:
Honorários advocatícios se dividem em dois - os sucumbenciais e os contratuais.

Honorários sucumbenciais não precisam constar no contrato com o cliente, esses são arbitrados pelo Juízo., esse valor será devido pelo perdedor ao advogado do vencedor.

Os contratuais são os acertados com a parte para a remuneração do advogado, esse é devido pelo cliente ao seu advogado.

Há uma corrente que nenhum tribunal aceita hoje em dia que afirma os honorários sucumbenciais pertencerem à parte vencedora.

É isso em linhas gerais. continuar lendo

Fantástico Tiago.E apesar de específico , grande parte do conteúdo deveria ser aplicado em outras áreas também.
Menção honrosa a observação "clientes não terão um atendimento digno".Digo isto em relação a uma boa parcela dos escritórios renomados , infelizmente os sócios tratam das ações milionárias deixando para os estagiários os "clientinhos".Não é regra , evidente , mas aconteceu com minha finada avó duas vezes e é muito complicado , pois assuntos que são normais para advogados deixam "de cabelo em pé" os que desconhecem o modus operandi.Só para exemplificar , minha mãe não pode escutar a palavra Tribunal nem que ela seja a vítima; e quando não existe o feedback do escritória os leigos (como eu) ficam tensos.Isso pode ac abar com a vida de uma pessoa.

Abraço cordial,

Fabio Tagliavini Neto. continuar lendo

Um dos graves problemas que encontro hoje no exercício da advocacia, e creio que muitos colegas, é o fato do procurador da parte contrária, entender que a sala de audiência é um campo de batalha. Inúmeras vezes, vi encenações, ou aula do CPC ao vivo, ditando e gritando para o Conciliador e até mesmo para o Magistrado. Tudo desnecessário, direito é direito, a instrução processual existe para provar o alegado. Não sou inimiga de ninguém, sou apenas uma profissional, como outra profissão. A diferença é a necessidade que temos do estudo continuado. Mas fico envergonhada com situações onde o advogado quer aparecer para o cliente e dar aula de direito ao colega. Isso é falta de ética profissional e de respeito a nossa profissão. Vale lembrar que vários diplomas não significa educação, pois educação se aprende no seio da família. continuar lendo

Concordo. Atualmente, talvez pela frouxidão das leis, da falta de ética, da perniciosa influência do pensamento norte-americano, do próprio comportamento do brasileiro, expresso no jeitinho, existe a tutela da malandragem que, quando não prevalece, explode na violência. Presenciei, como estagiário, inúmeras situações de agressão verbal de advogado, que é uma profissão que está desmoralizada. continuar lendo

Para mim a maior dificuldade é atender aos clientes, e não poucos que a toda hora querem saber do processo, e a necessidade de tempo para pesquisa e elaboração das peças As vezes penso que deveria trabalhar a noite quando telefone e clientes não aparecem. continuar lendo

Caro amigo, você não faz idéia do que um contador passa também viu...
Contabilidade = curva de rio, telefone é um problema seríssimo... continuar lendo

Acredito que no momento do Contrato de Honorários Advocatícios o Advogado deve deixar claro ao seu cliente que ligação para o celular do Advogado só deve ser realizado em caso de urgência (saúde, morte ou prisão).

Em todos os demais casos deve-se deixar claro logo de início que o cliente deverá ligar para o Escritório e marcar horário para falar com o Advogado e em, caso de aflição, mandar, por exemplo, um e-mail ao Advogado.

Mas mesmo assim, infelizmente, as pessoas não têm bom senso. É bastante complicado. continuar lendo

Esse aspecto do atendimento é o que acho mais crítico. Tem cliente que todo santo dia acampa no escritório. Com isso, só vou pro escritório atender os clientes por agendamento. Fora isso, não fico no escritório. Minhas peças e cumprimento de prazos faço em casa (home office). O problema é que alguns clientes descobrem onde moro. Advogado tem que atender clientes novos, clientes antigos, fazer peças iniciais, fazer peças para cumprimento de prazo, fazer diligências nos fóruns, pesquisar e viver.... continuar lendo

Isto, no meu entendimento, é resultado da abertura de consulta processual ao público. O cliente não entende a situação e aí vive atrás do advogado pedindo explicações. continuar lendo

Oi Adriana , te entendo , mas leia meu comentário acima.O problema é que assuntos de cunho jurídico são normais para os profissionais da área mas deixam os leigos "arrepiados".

Abraço cordial,

Fabio Tagliavini Neto.

P.S. Não leve a mal.Fato é que uma mudança no processo (ação) que é insignificante para o advogado (o que prova que é realmente insignificante) é para o leigo "a mudança do século"!!!E agora Doutora? O que muda????Hehe. continuar lendo

Para superar os pecados capitais da advocacia, ofereço-lhes meu livro sobre gestão de escritórios jurídicos - fui administrador senior d eum deles, de porte médio, voltado para o contencioso de massa, durante 4 anos:
ADVOGAR OU ADMINISTRAR... DILEMA A DECIFRAR.
As experiências de um Administrador de Empresas na gestão de um escritório de advocacia de médio porte, voltado para o chamado "contencioso de massa". Relato dos conhecimentos prévios do autor na implantação de sistemas de Planejamento e Gestão Estratégicos e modelagem de Cenários Prospectivos. Proposta de um modelo de Gestão Estratégica de escritórios de advocacia.
CLUBE DE AUTORES: https://www.clubedeautores.com.br/book/128590--Advogar_ou_AdministrarDilema_a_decifrar#.U426cPldW0c

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